CAPM Capital Asset Pricing Model

CAPM – Capital Asset Pricing Model

O CAPM – Capital Asset Pricing Model ou MPAC – Modelo de precificação de ativos de Capital é um modelo econômico para a avaliação de ações, valores mobiliários, derivativos e/ou outros ativos, relacionando risco com rentabilidade esperada (retorno).

O CAPM é baseado na ideia de que os investidores exigirão um retorno esperado adicional (denominado prêmio de risco) caso sejam convidados a aceitar um risco adicional.

A explicação do modelo CAPM Capital Asset Pricing Model.

O CAPM foi inicialmente apresentado por Treynor (’61), Sharpe (’64) e Lintner (’65).

William Sharpe foi vencedor do Nobel de Economia (1990). “Por suas contribuições para a teoria da formação de preços dos ativos financeiros, o chamado Capital Asset Pricing Model (CAPM).”

A modelagem CAPM afirma que o retorno esperado exigido pelos investidores será igual à taxa dos títulos livres de risco (No caso do Brasil o Parâmetro RISK FREE é a Taxa SELIC e nos EUA o índice da Bolsa de Valores) adicionado a um prêmio de risco.

Segundo os postulados do CAPM, se o retorno esperado não for igual ou superior ao retorno exigido, os investidores se recusarão a investir, ficando prejudicado os investimentos que não deverão ser realizados.

Apenas para a nossa reflexão: Estariam de alguma forma os postulados acima sendo desprezados para que os leilões de infra estrutura no Brasil não atinjam êxito? Pois, sempre sobram ativos leiloados, as licitações correm desertas e faltam investidores.

Risco sistemático é o aquele relacionado ao portfólio de mercado. Quando existe movimentação no mercado, cada ativo individual é mais ou menos afetado. Na medida em que qualquer ativo participa das movimentações gerais do mercado, esse ativo em si implica em risco sistemático.

Como o risco é sistemático, ou seja, risco do sistema econômico (Juros, câmbio, inflação, crises, etc) não existem meios de mitigá-los, quando “pega” afeta todos os ativos indistintamente.

Conforme o modelo CAPM, o mercado compensa os investidores pela tomada do risco sistemático, mas não os compensa por tomarem o risco específico.

Isso acontece em função do risco específico poder ser diversificado (mudando de segmento de negócios por exemplo).

Quando um investidor detém um portfólio de mercado, cada ativo individual nesta carteira implica em um risco específico. Mas, por meio da diversificação, a exposição líquida do investidor é simplesmente o risco sistemático de mercado da carteira.

CAPM fórmula

A fórmula do CAPM é:

Retorno esperado = Taxa Livre de Risco + Beta x (Taxa de retorno do ativo – Taxa livre de Risco)

Ou:

r = Rf +  β. (RM – Rf   )

Onde:

– r           É a taxa de retorno esperada de um ativo, investimento ou Título de valor mobiliário.
– Rf         É a Taxa de investimento “Risk-Free” ou taxa de retorno livre de Risco.
– RM       É a taxa de retorno da classe apropriada do ativo.

O Beta é o risco global em investir em um grande mercado, a exemplo do New York Stock Exchange ou do IBOVESPA. Beta, por definição é exatamente igual a 1,0.

As ações que possuem risco de mercado inferior ao risco da Bolsa têm Beta menor que 1. As ações que possuem risco de mercado superior ao índice da Bolsa têm Beta maior que a unidade.

Cada empresa também possui um Beta. O Beta da empresa é o risco dessa empresa comparado ao Beta do mercado global.

Se a empresa tem um beta igual a 3.0, então é de se esperar que o ativo seja 3 vezes mais que o risco de mercado global ou o risco do índice da bolsa. O Beta representa a volatilidade do valor mobiliário em relação à classe de ativos.

Outro dado interessante é quando o Beta é igual a zero, neste caso igualando o Beta a zero na fórmula o retorno permanece igual a taxa livre de risco.

Abaixo um vídeo interessante com conteúdo de alto nível do Prof. Francisco Feliz sobre o uso do CAPM na prática.

Investimento em valores mobiliários individuais

Uma das consequências de pensar o modelo CAPM é que isto pode implicar ser inútil investir em ações individuais, porque uma ação pode duplicar as características de risco e retorno de qualquer valor mobiliário apenas usando o mix adequado com a classe de ativos apropriado.

Por conta disto, os seguidore(s) mais “xiitas” ou “hard” do CAPM evitam investir em valores mobiliários, e em vez disso constroem carteiras de investimento distantes dos fundos de índice de baixo custo.

Premissas do CAPM – Capital Asset Pricing Model

O CAPM – Capital Asset Pricing Model é um modelo ceteris paribus. Ele só é válido dentro de um conjunto especial de suposições. Esses são:

  • Os investidores são indivíduos avessos ao risco que maximizam a utilidade esperada de seu investimento até o período final. Implicação: o CAPM é um modelo é um período.
  • Os investidores têm expectativas (crenças) homogêneas sobre os retornos dos ativos. Implicação: todos os investidores percebem idênticos conjuntos de oportunidades. Isso implica em que todos têm a mesma informação ao mesmo tempo.
  • Os retornos dos ativos possuem distribuição estatística normal.
  • Existem ativos livres e os investidores podem pedir emprestar ou pedir empréstimos em quantidades sem limites destes ativos a uma taxa determinada: A taxa livre de risco.
  • Há um número definitivo de ativos e suas quantidades são fixadas no âmbito de um período mundial.
  • Todos os ativos são perfeitamente divisíveis e seus preços marcados pela concorrência perfeita. Implicação: Por exemplo: Não existe Capital Humano (Ele não é divisível e não pode ser possuído como um ativo).
  • Mercados de ativos são não friccionais estão coesos e a avaliação e informações estão disponíveis simultaneamente para todos os investidores. Implicação: taxa de juro para tomar empréstimos é igual à taxa de juro para emprestar.
  • Não há imperfeições do mercado, tais como impostos, regulações ou restrições às vendas de valores mobiliários a descoberto.

Geralmente, todos os pressupostos acima mencionados não são nem preenchidas, nem totalmente válidos. No entanto, O CAPM permanece muito popular como modelo mais utilizado para identificar risco e retorno.

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Bibliografia:

William F. Sharpe – Portfolio Theory and Capital Markets

2 Comentários


  1. Caros,

    Sugiro corrigir a frase “Isso acontece em função do risco específico não poder ser diversificado (mudando de segmento de negócios por exemplo).”

    O objetivo do Princípio da Diversificação é justamente reduzir (ou mesmo eliminar) o risco específico.

    Responder

    1. Caro Diego, agradeço por sua colaboração relevante. Passou batido, Vamos mudar, De fato, o risco específico pode ser diversificado. O que está errado é este não, tanto que falamos de mudar de segmento de negócios e fazemos isto diversificando. O risco de mercado é dividido em duas partes ou pedaços: O risco de mercado sistemático, este é da economia e não tem como diversificar e o risco de mercado não sistemático, risco de empresa ou o risco específico. Esta é a parte do risco de mercado que pode ser mitigada e a mitigação deste risco se dá por meio da diversificação. Obrigado pela colaboração Grande abraço, Prof Diercio

      Responder

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